sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

The Loverman´s Town, Episode II - Danielle Is What She Is

There's a devil crawling along your floor

Danielle, a sexy Danielle, espirrava, espirrava, e espirrava. Parecia que lhe ia sair um pedaço do cérebro pelo nariz, não que isso seja possível, mas bem... Era sempre engrançado de se ver...
Estava frio, e ela queria tomar um banho quente, resguardando-se do negro que a envolvia, fazendo-lhe tremer a pele, os peitos, os lábios perfeitamente esculpidos. Passeava pela vila, procurando um hotel, à semelhança de Amy Murray, mas com finalidades diferentes: Danielle queria aquecer-se, Amy queria embebedar-se.
Olhou para o relógio da torre a igreja, e esforçando os olhos para ver através da espessa neve que caía do céu, como se um Deus qualquer que não existe estivesse a deitar fora restos de comida cremada, notou que já passava meia hora da meia noite. Pensou que iria ser quase impossível encontrar um hotel a esta hora, senão que impossível.

Tal como Amy, reparou numa cabana com fumo branco a sair da chaminé e correu para lá, procurando uma banheira com água quente, onde pudesse mergulhar o corpo gelado e cozê-lo literalmente.

Entrou, ofegante, e tal como Amy foi atravessada por um pútrido perfume aromático a carne podre.
- HEYYYYYYYYYYY!!!!! - Gritou, bem alto, com a sua voz melódica de cantora de Indie. - Está aqui alguem?
- Que deseja? - Disse um homem, que surgiu de um quarto lateral, das trevas dos confins da cabana, limpando as mãos a um pano, que não se percebia se era branco manchando de vermelho, ou vermelho manchado de branco, branco sujo de sangue, ou vermelho manchado de lixívia.

Loverman! Since the world began

- Um quarto, e rápido.

Loverman anuiu, e conduziu Danielle ao seu quarto, junto ao antigo quarto de Amy. Danielle fechou a porta, despiu-se e abriu a água, entrando na banheira, relaxando ao som da sua voz no telémovel.

Loverman! Here I stand for ever, Amen

Loverman entrou na casa de banho, olhando psicoticamente para o corpo nu de Daniella, tentando beijar-lo. Danielle tentou, em vão, afastar Loverman, que arrancou o toalheiro da parede, e esmgando freneticamente o crânio de Danielle, deliciando-se ao mesmo tempo com este belo presente de Natal: uma deusa nua, uma deusa do Indie nua.
Loverman! Since the world began
For ever, Amen 'till the end of time
Take off that dress, I'm coming down

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