There's a Devil waiting outside your door
Aricê, Amy Murray, Danielle, e Aessya chegaram, de formas distintas e independentes àquela cidade onde ninguém morava, ou seuqer desejava morar, um sítio pouco conhecido, no centro de outro sítio frio e agreste, violento. Porque é que estas mulheres foram parar aqui? Nenhuma sabia, mas nenhuma queria saber, nenhuma se importava, queriam era passar um Natal num sítio com neve, longe de todas aquelas caras pobres e aborrecidas. Anyway, Amy Murray chegou à cidade, ao mesmo tempo que todas as outras, o tempo é indiferente, ou então poderá ser algo importante, não se sabe bem.
- Foda-se com esta merda de cdade que não vende caralho de cigarros! - Gritou Amy ao verificar que já só tinha quatro maços. Como é que ela iria passar a noite apenas com quatro maços? Onde impérios ardem, é onde ela fora parar, onde todos morrem, é onde ela fora parar. Saiu do carro, batendo a porta com força, caminhando pela neve, quase caindo no meio do manto branco. Tirou a sua arma, a garrafa de vodka baloiçava na mala que ela trasia ao ombro.
Caminhou em busca da merda de um hotel, e encontrou uma cabana, que expelia um fumo branco da chaminé, assim como a boca de Amy. Entrou, e de imediato foi abatida por um cheiro nauseante a carne podre. Um homem alto apareceu por detrás dela, segurando-a, impedindo-a de bater com os cornos no chão, provavelmente partindo-os, e deixando logo ali um cadáver cm uma elegante fissura atravessada pelo belo e perfumado cabelo.
- Tenha calma senhora... - Murmurou o homem alto.
- Eu tenho calma quando quiser! - Respondeu prontamente Amy, corando. - E o senhor é...?
- They call me the Loverman. Sou o dono desta cabana que serve como hotel.
- Excelente, quero um quarto! - Ordenou de imediato Amy tirando mais um cigarro da boca, acendendo-o na cara de Loverman.
Loverman assim o fez, deu-lhe a chave de um quarto, e conduziu-a até ele. Amy não se deu ao trabalho de dar gorjeta, Loverman já iria ter muito lucro com a sua estadia, além de que Amy estava sem dinheiro, ou pelo menos assim afirmava estar. Entrou no quarto, e sentou-se na borda da cama. Fixou a mesa de cabeceira e abriu a pequena gaveta, onde costumam estar as bíblias, apenas para encontrar um livro : Julian's Shadow.
There's a devil lying by your side
Amy lia o livro, rindo-se da ironia da vida que este retratava, quando Loverman abriu a porta, envergando um machado nos seus fortes braços. Amy piscou os olhos, tentando discernir aquela figura; a bebida já era demasiada. Tentou discernir a realidade da fantasia, chamando de Pai Natal àquele homem imponente, pensando que o machado se tratava de uma daquelas barbas que os Pais Natais dos centros comerciais usavam, para se mascararem de forma a dar alguma felicidade a miúdos idiotas, que ainda acreditavam em mitos criados para os proteger da dura realidade; mas na realidade tudo o que nos apetece e espetar uma bala no meio dos olhos daqueles falsos Pais Natais.
L is for LOVE, baby
O is for O yes I do
Loverman decapitou Amy Murray, com um golpe simples e eficaz, precisamente no momento em que o relógio dava as doze badaladas da meia noite, celebrando a passagem do dia 24 para o dia 25.
- I'm your Loverman

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