sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

The Loverman's Town, Episode IV - Aricê's Blue Bird

 There's a Devil waiting outside your door
Aricê, não sabia bem porquê, levava um pássaro azul numa gaiola, no banco de trás do seu carro ele cantava.

V is for loving VIRTUALLY everything that you are
E is for loving almost EVERYTHING that you do

"Onde é que este pássaro foi aprender a cantar isto?", perguntava-se Aricê de vez em quando, rindo alegremante. Parou o carro junto da torre da Igreja, procurando no mapa a estrada a seguir. Avistou ao longe uma cabana que expelia fumo branco pela chaminé, e olhou para o relógio do carro. Uma e meia marcava o relógio que parecia tremer, a luz não era constante.

I'll be your Loverman 'til the bitter end
While empires burn down

Loverman partiu o vidro de trás do carro, gritando, ele queria apanhar o corpo de Aricê. Aricê correu o mais depressa que pode para a Igreja, procurando refúgio perto de um Deus que não existia. Entrou na Igreja, com um grande estrondo, e percorreu a nave central. Uma pilha de corpos revelou-se perante os seus olhos, corpos de mulheres nuas, umas com cabeças esmagadas, outras intactas, outras com ossos transformados numa papa mole e estaladiça, tipo cereais esmagados com leite.

Loverman rastejava pela Igreja, Aricê caiu, gemendo e chorando.

LOVERMAN! HERE I STAND FOR EVER, AMEN
'CAUSE I AM WHAT I AM WHAT I AM WHAT I AM

Loverman ergueu o machado, bem acima da sua cabeça e gritou. O pássaro azul atravessou-se à sua frente e Loverman deixou cair o machado, com um gigante estrondo, para o perseguir.

Aricê nãp desperdiçou a oportunidade, fugiu da Igreja, correu pela neve, correu até chegar a outra vila, já era manhã...

V is for VIRTUE, so I ain't gonna hurt you

Dias mais tarde, Aricê leu num jornal que Loverman se havia enforcado com a corda da merda do sino da Igreja, em frente ao crucifixo de um homem qualquer, tal como Aessya queria.

O Natal, tal como a vida, é irónico, só que de uma forma mais horrenda.

The Loverman's Town, Episode III - Aessya's Children

Aessya, uma jovem holandesa, em fuga das autoridades, foi parar à vila de Loverman. Tentava escapar do seu passado : a sua pequena filha Alexii fora morta à pedrada, pela própria mãe... Aessya era horrenda, sim, ela vomitava na neve, rastejava pela neve, parecia um cadáver alimentado apenas pelo puro mal e que gritava por mais; destroçada pelo mundo fora parar àquele fim do mundo, procurando uma morte óbvia, ela queria suicidar-se no seu canto nojento, coberto de vómito de semanas.

R is for RAPE me
M is for MURDER me
A is for ANSWERING all of my prayers

Na cabana de Loverman, ela encontrou um canto sinistro onde pudesse enforcar-se, ficando pendurada sobre a cama, mas faltava-lhe coragem.

He wants you, darling, to be his bride

Acordada pela merda do sino da Igreja, que assinalava a uma hora da manha, saiu da cabana, dirigindo-se à Igreja para ver se calava a merda do sino. Suja de vómito, tropeçando nos próprios pés, chegou finalmente à merda da Igreja com uma vontade enorme de se enforcar com a porra do sino, em frente ao crucifixo daquele homem morto de quem não sabia bem o nome, mas sabia que era feio como um bode, ou animal assim parecido, não lhe importava muito...

You might think he's asleep but take e look at his eyes

Chegou ao tpo da torre, e o que viu, marcou-a como a merda de um punhal espetado na coxa : a sua filha brincava em torno do sino. Aessya gritou, gritou porque o que ela havia feito não a abandonava. Loverman surgiu junto da filha, arrastando um corpo nu, com um crânio esmagado, parecia que a merda do crânio tinha passado por uma trituradora. Ele sorriu; os dentes brilhvam no meio da escuridão imposta pela noite.

A is for ANY old how, darling
N is for ANY old time
Aessya chorava desesperadamente, uma neurótica em pânico. Loverman limitou-se a dar-lhe uma parada, e puff, fez-se uma omolete holandesa...



The Loverman´s Town, Episode II - Danielle Is What She Is

There's a devil crawling along your floor

Danielle, a sexy Danielle, espirrava, espirrava, e espirrava. Parecia que lhe ia sair um pedaço do cérebro pelo nariz, não que isso seja possível, mas bem... Era sempre engrançado de se ver...
Estava frio, e ela queria tomar um banho quente, resguardando-se do negro que a envolvia, fazendo-lhe tremer a pele, os peitos, os lábios perfeitamente esculpidos. Passeava pela vila, procurando um hotel, à semelhança de Amy Murray, mas com finalidades diferentes: Danielle queria aquecer-se, Amy queria embebedar-se.
Olhou para o relógio da torre a igreja, e esforçando os olhos para ver através da espessa neve que caía do céu, como se um Deus qualquer que não existe estivesse a deitar fora restos de comida cremada, notou que já passava meia hora da meia noite. Pensou que iria ser quase impossível encontrar um hotel a esta hora, senão que impossível.

Tal como Amy, reparou numa cabana com fumo branco a sair da chaminé e correu para lá, procurando uma banheira com água quente, onde pudesse mergulhar o corpo gelado e cozê-lo literalmente.

Entrou, ofegante, e tal como Amy foi atravessada por um pútrido perfume aromático a carne podre.
- HEYYYYYYYYYYY!!!!! - Gritou, bem alto, com a sua voz melódica de cantora de Indie. - Está aqui alguem?
- Que deseja? - Disse um homem, que surgiu de um quarto lateral, das trevas dos confins da cabana, limpando as mãos a um pano, que não se percebia se era branco manchando de vermelho, ou vermelho manchado de branco, branco sujo de sangue, ou vermelho manchado de lixívia.

Loverman! Since the world began

- Um quarto, e rápido.

Loverman anuiu, e conduziu Danielle ao seu quarto, junto ao antigo quarto de Amy. Danielle fechou a porta, despiu-se e abriu a água, entrando na banheira, relaxando ao som da sua voz no telémovel.

Loverman! Here I stand for ever, Amen

Loverman entrou na casa de banho, olhando psicoticamente para o corpo nu de Daniella, tentando beijar-lo. Danielle tentou, em vão, afastar Loverman, que arrancou o toalheiro da parede, e esmgando freneticamente o crânio de Danielle, deliciando-se ao mesmo tempo com este belo presente de Natal: uma deusa nua, uma deusa do Indie nua.
Loverman! Since the world began
For ever, Amen 'till the end of time
Take off that dress, I'm coming down

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

The Loverman's Town, Episode I - The Amy Murray's Murder

There's a Devil waiting outside your door

Aricê, Amy Murray, Danielle, e Aessya chegaram, de formas distintas e independentes àquela cidade onde ninguém morava, ou seuqer desejava morar, um sítio pouco conhecido, no centro de outro sítio frio e agreste, violento. Porque é que estas mulheres foram parar aqui? Nenhuma sabia, mas nenhuma queria saber, nenhuma se importava, queriam era passar um Natal num sítio com neve, longe de todas aquelas caras pobres e aborrecidas. Anyway, Amy Murray chegou à cidade, ao mesmo tempo que todas as outras, o tempo é indiferente, ou então poderá ser algo importante, não se sabe bem.

- Foda-se com esta merda de cdade que não vende caralho de cigarros! - Gritou Amy ao verificar que já só tinha quatro maços. Como é que ela iria passar a noite apenas com quatro maços? Onde impérios ardem, é onde ela fora parar, onde todos morrem, é onde ela fora parar. Saiu do carro, batendo a porta com força, caminhando pela neve, quase caindo no meio do manto branco. Tirou a sua arma, a garrafa de vodka baloiçava na mala que ela trasia ao ombro.

Caminhou em busca da merda de um hotel, e encontrou uma cabana, que expelia um fumo branco da chaminé, assim como a boca de Amy. Entrou, e de imediato foi abatida por um cheiro nauseante a carne podre. Um homem alto apareceu por detrás dela, segurando-a, impedindo-a de bater com os cornos no chão, provavelmente partindo-os, e deixando logo ali um cadáver cm uma elegante fissura atravessada pelo belo e perfumado cabelo.

- Tenha calma senhora... - Murmurou o homem alto.
- Eu tenho calma quando quiser! - Respondeu prontamente Amy, corando. - E o senhor é...?



- They call me the Loverman. Sou o dono desta cabana que serve como hotel.
- Excelente, quero um quarto! - Ordenou de imediato Amy tirando mais um cigarro da boca, acendendo-o na cara de Loverman.

Loverman assim o fez, deu-lhe a chave de um quarto, e conduziu-a até ele. Amy não se deu ao trabalho de dar gorjeta, Loverman já iria ter muito lucro com a sua estadia, além de que Amy estava sem dinheiro, ou pelo menos assim afirmava estar. Entrou no quarto, e sentou-se na borda da cama. Fixou a mesa de cabeceira e abriu a pequena gaveta, onde costumam estar as bíblias, apenas para encontrar um livro : Julian's Shadow.

There's a devil lying by your side
Amy lia o livro, rindo-se da ironia da vida que este retratava, quando Loverman abriu a porta, envergando um machado nos seus fortes braços. Amy piscou os olhos, tentando discernir aquela figura; a bebida já era demasiada. Tentou discernir a realidade da fantasia, chamando de Pai Natal àquele homem imponente, pensando que o machado se tratava de uma daquelas barbas que os Pais Natais dos centros comerciais usavam, para se mascararem de forma a dar alguma felicidade a miúdos idiotas, que ainda acreditavam em mitos criados para os proteger da dura realidade; mas na realidade tudo o que nos apetece e espetar uma bala no meio dos olhos daqueles falsos Pais Natais.

L is for LOVE, baby
O is for O yes I do

Loverman decapitou Amy Murray, com um golpe simples e eficaz, precisamente no momento em que o relógio dava as doze badaladas da meia noite, celebrando a passagem do dia 24 para o dia 25.
- I'm your Loverman

The Perspective of Julian's Shadow, Episode III

Father, why are all the children weeping?

Descansei a minha vista por uns segundos, e retomei o meu discurso nauseante; já estava enjoado de aturar aquelas formigas.

- Rosas... O que é que elas significam para vós? Penso que ainda nenhuma encontrou uma rosa, ou estarei enganado?

Silêncio, foi tudo que tive como resposta daquelas caras estupidamente abertas e molhadas.
- Pois... Bem me parecia... Eu já tive as minhas rosas; umas morreram porque eu me fartei delas, outras decidiram morrer enquanto eu cuidava delas, outras até foram cortadas pelas costas. As rosas também choram, as rosas também são nojentas.

De repente uma campainha tocou, e a audiência olhou, atentamente, para o meu cabelo, para os meus olhos cansados. Merda que já não dormia à uns dias...

- Se quiserem podem sair, se não podem ficar e esperar por melhores dias, os quais virão, basta que vós desejem a morte daqueles que vos impedem de fugir em barcos improvisados com os ossos daqueles que vos pedem dinheiro na rua. É suposto eu fazer-vos um desenho ou tocar-vos uma melodia no piano para aprenderem a pensar pelas vossas cabeças?

As caras daquelas montanhas ignorantes começaram a resmingar, uns levantavam-se, outros queriam gritar. Adientei-me, peguei nos meus papéis e dirigi-me para a saída.




- Yes I know I'm going to Hell in a leather jacket, at least I'll be in another world while you're pissing on my casket.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

The Perspective of Julian´s Shadow, Episode II

O father, tell me, are you weeping?

As jovens abóboras pareciam como que capturadas pela luz que algumas lâmpadas emanavam do chão, iluminando-me como se fosse uma porra de uma caixa de cereais que acabara de ser lançada no mercado, ou então um chocolate.

- Bem... Por onde começar... Simples! "Heaven has denied us its kingdom". Esta frase, esta simples frase de um poema, explicado tudo. Nós vivemos num Inferno, todos vós devem chorar porque algo não está bem na vossa vida, então pensam que estão deprimidos, tomam comprimidos, bebem, tentam mostrar ao mundo que já são uns bébes crescidos: errado. Só estão a mostrar que não sabem lidar com a vossa vida, com a vossa mente, com o que lêem. Recusam-se a ser encontrados, recusam-se a ser amados, recusam-se a serem pedras que pavimentam um caminho até à vossa rosa.

Um perfume encheu a sala, um perfume de mulher, um perfume forte e enjoativo, mas belo, belo, belo... Um perfume de solidão, um perfume forte, imponente.
- Pois meus caros, digam-me a razão pela qual estão hoje aqui? Para me ouvir? Não me parece. Para passar tempo? Penso que há por aí demasiadas putas e demasiadas ratas prontas a ser fodidas para perderem tempo comigo. Porque vos convém? Sim, convém-vos ter uma boa nota, um bom relatório, não um pedaço de papel roubado de um idiota que fabrica pseudo palavras roubadas a um filósofo grego e que apresenta aquilo como um relatório. Digam-me, quantos de vocês não recurreram já a esses idiotas? Idiotas cheios de uma luz nojenta e gorda, idiotas deitados na cama de boxers, ou nus, a bater punhetadas enquanto vos escrevem a merda do relatório, deliciando-se com a vossa imagem do Myspace ou o caralho que vos foda. O mundo abusa de vós e vós nem tendes uma resposta pronta? Nem uma merda de um relatório sabem elaborar!

Relaxei por instantes e bebi uns golos de água. Respirei fundo e recomecei num tom mais suave:
- Vós não ireis encontrar nenhuma rosa nesses idiotas, e perdoem-me se tenho uma visão dolorosa de vós, mas a verdade é que esta audiência me enoja. Vós sois a merda da geração actual, a merda que nunca vai a casa, a merda que nem sequer se digna a olhar para as pessoas que estão na rua, destroçadas, sem casa, em ruínas. E vós tendes razão, porquê olhar sequer? Eles não merecem a nossa atenção! São reles, não são seres humanos! São formigas nojentas que choram, que fazem um luto pela porra do gato vadio. Serão eles humanos, ou serão eles restos de uma sociedade governada por mentes como as vossas, meus nojentos, meus seres abomináveis. vocês metem-me nojo!

The Perspective of Julian's Shadow, Episode I

Father, why are all the the women weeping?

Muito antes de me ter suicidado ( ou sequer ter considerado isso ), fui dar uma palestra a uma universdade em Sydney, perante uns quantos estudantes, todos mais ou menos da minha idade. Uma gloriosa geração, mais nojenta e detestável não poderia ser.

Trespassei as portas vermelhas lá do raio do auditório e entrei; imediatamente um bafo de música que só ali estava como uma alcatifa do ar, para não nos recordarmos da porra do silêncio, tão bem que ele me faria agora... Coloquei-me diante das abóboras falantes, daqueles seres que não tinham a mínima ideia do que escrita era e desejavam um dia ser aqueles que iriam queimar pontes de palavras, criar mistérios para as outras pessoas, serem aquele ponto de interrogação que navegava em torno das atenções do mundo. Na verdade todos se resumiam a umas formigas merdosas que eu esmagava com os meus dedos, rindo-me de alegria por matar cada um daqueles seres abomináveis e pérfidos.

- Rosas. - Assim comecei o discurso. O silêncio reinou, a cor negra cresceu ao longo do sangue dos olhos daqueles seres perfeitamente nojentos. - Rosas bravas, rosas brancas, rosas vermelhas, rosas belas. O que para vós é uma rosa? Uma flôr? Pois claro, a vossa mente não dá para mais. - Um murmúrio inquietante ergueu-se do negro, os pobres seres sentiam-se ofendidos, pobrzinhos...

-Sentem-se ofendidos? - Falei ainda mais alto, vermellho de raiva e ódio por estar ali a perder o meu tempo. - Pois bem meus caros, uma rosa é algo muito mais que uma flôr, é um símbolo da rapariga que vocês têm presente na vossa mente a toda a hora, aquela musa que todos vós gostariam de despir, de assassinar talvez, de esventrar. Uma rosa, simboliza aquelas cuecas que todos querem despir, aquela porra de rata que vós desejais penetrar tal como um caralho de um martelo pneumático.

O auditório abriu as suas bocas monstruosas de admiração.

- Estou-me a adiantar... Boa tarde turma, o meu nome é o que vós desejais que ele seja, e vim aqui para vos ensinar sobre perspectivas de vida. Espero que gostem.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Aricê's Revenge on a Little Girl

As she stared in my eyes and smiled, for her lips were the colour of the roses

Um sonho, será? Um quarto de hospital, ou de manicómio? Uma rosa, ou um papel amachucado? Parece que tentar discernir realidades é algo demasiado forte para uma pequena ruiva... Poetas e romancistas, todos viajam pelo mundo fora, recusando-se ser encontrados, mas Aricê fora internada. Porquê? Talvez uma tentativa de suicído não seja algo bem visto pela sociedade moderna, também não compreendo muito bem para ser sincero... Aricê tinha uns olhos belos, o seu perfume marcava as suas cartas e o homem fantasmagórico à sua frente parecia evaporar-se numa névoa de desejo e paixão. A infantil rapariga dentro de si queria sair dali, mas a Aricê queria não pertencer a ninguém.
I don't know why and I don't know how, but she's nobody's baby now

This is her dress that I loved the best, with the blue quilted violets across the breast

Quando o homem tentou aproximar-se, ela gritou, atirando almofadas impiedosas, perante a infelicidade da criança, e a felicidade de Aricê, brisas sombrias passam-lhe pela memória, ela foge, e corre, como uma rosa brava, uma rosa selvagem, ela seguiu a relva, o verde coberto com um aroma de vermelho, o seu cabelo ruivo cobria Elisa Day, Aricê foi até ao rio e desejou estar no seu quarto; pedras erguiam-se, and I kissed her goodbye, and a rose between her teeth


Danielle's Blood Red Shoes, Episode III

I'm the grinderman, in the silver moon...
Danielle subiu as escadas lentamente, deixando um rasto de madeira que rangia furiosamente. Subiu, subiu, e subiu, quase até à merda dos céus, como se houvesse um... Chegou à porta do quarto de seu gémeo, e abriu-a suavemente, o suficiente para ter um vislumbre, para ter uma noção do que se passava. A cama abanava intensamente, a prostituta ruiva gritava, o seu gémeo babava-se tipo cão, deixando saliva nas mamas da prostituta ruiva. Gritou de uma forma psicopata, e os boxers dele saltaram para a cara da prostituta ruiva, sufucando-a. Esta bem tentou lutar, mas os dentes do gémeo cravaram-se nas mamas dela, arrancando-lhe pedaços de pele e carne possivelmente. Danielle observava, quieta, serena, sem se preocupar.

I don't need you to set me free, I don't want you to set me free, cantava para si, tirando os seus sapatos vermelhos de salto alto. Entrou no quarto e o seu gémeo ali estava, babando-se e masturbando-se de forma épica com o cabelo da prostituta vermelha, com um caralho de uma merda de um penico nos cornos. Era suposto um penico estar na cabeça? Enfim... Quando se é maluco não há limites para a imaginação. Danielle tocou no gémeo, este tinha a mão coberta de esperma. Danielle sorriu e beijou-lhe a testa.


"Amo-te Twin", suspirou, segundos antes de lhe espetar o salto dos sapatos vermelhos no olho, pressionado, criando rios de sangue, criando esguichos de um líquido saboroso que pintava as paredes do quarto de uma forma decorativa.
Are you listening, are you watching out, so here they are now

Danielle's Blood Red Shoes, Episode II

Oh god, what have I done...

Danielle fumava em busca de um campo forte para se relaxar, as árvores e as abelhas eram prostituas e chulos, a relva eram pavimentos cimentados, decorados com pedaços de merda de cão e um pouco de sangue do idiota chapado que desafiou um gangue qualquer. Que merda estava ela a fazer num lugar daqueles afinal? Uma prostituta ruiva passeava à sua frente, tentando ganhar uns quantos dólares, ou talvez que lhe enfiem um cartão nas mamas, sei lá, algo que lhes dê a mínima esperança de um dia terem uma morte decente como gordas a comer gelado e a ver a Oprah ou o caralho.

O seu gémeo apareceu de um canto escuro, tal como ela havia previsto, colocou-se junto à prostituta, e colocou-lhe uma nota no decote, pulando de alegria e excitação, tipo um cão teso quando cheira o cu de uma cadela e o único instinto e enfiar e ganir de prazer. O seu gémeo era tipo uma coisa dessas e comportava-se como um cão excitado e Danielle não suportava mais este tipo de comportamento maníaco. Era fácil obter prostitutas, díficil era fazer com que elas entendessem o que ele queria.

Danielle ajeitou a guitarra às costas, olhou os seus sapatos vermelhos sangue de salto alto, apagou o cigarro, expelindo as últimas réstias de fumo pelo piercing no septum, belo como um brinco suave, daqueles que se compram na Cartier pela mesma quantidade de dinheiro pela qual poderíamos foder mil putas. Acelerou o passo a tempo de ver o gémeo e a prostituta a entrarem num hotel rasca que mais parecia um pedaço de tecido todo rasgado por ratos e ratazanas.
When I first came out of the meatlocker, she was gone...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Danielle's Blood Red Shoes, Episode I

Já era noite, penso eu, quando uma inspiração repentina tomou conta do meu corpo. Danielle estava sentada no chão, a cantar, fixada nos seus sapatos vermelhos, ela era bela, parecia uma deusa grega, algo antigo, mas ao mesmo tempo novo, algo clássico, que as escadas ainda não tinham destruido, ou pelo menos ainda não tinha caído pelas escadas abaixo.

Ela pensava que a felicidade de Nova Iorque era algo que se iria prelongar até que o seu irmão gémeo morresse finalmente. Danielle cantava, cantava bem até, muito bem mesmo. Era algo natural para uma estrela de Indie, era algo natural para alguém talentosa. O seu gémeo por outro lado, enrolava-se no cabelo de prostituas mortas, tipo um lunático, era engraçado obrservar o espectáculo, ele pareria obcecado com cabelos ruivos.


Anyway to cut a long story short, Danielle levantou-se e foi para a rua fumar um cigarro. Viu uma prostituta ruiva, e pensou, por instinto natural, que ela iria ser encontrada no dia seguinte, por baixo de uma ponte, ou então talvez num buraco qualquer cavado com a sua guitarra, sim porque o seu gémeo era o seu irmão e não o suportava perder... Afinal, irmãos são irmãos...



And the more I try to hurt you, the more it hurts me

The Death of Julian's Shadow

Despair and Deception, Love's ugly little twins
Já não me lembro da última vez que tinha ouvido esta música, ou sequer sentido o som a percorrer o ar abafado de um escritório banhado pelos fracos raios de Sol de uma manhã cinzenta. Ou pelo menos parece cinzenta... Os meus olhos já nao são o que eram...

Despair and Deception, Love's ugly little twins
Came a-knocking on my door, I let them in
Darling, you're the punishment for all of my former sins

I let love in
I let love in

A mesa de madeira estava manchada com whisky que fora entornado vezes sem conta em noites profundamente quentes e vermelhas. Como se pode colorir uma noite? Também não sei, nem sei se faz sentido algum proclamar que uma porta caia pelos meus olhos, uma vida morta, outra que se arrastava pelos pavimentos cimentados de Sydney.


The door it opened just a crack, but Love was shrewed and bold
My life flashed before my eyes, it was a horror to behold
A life-sentence sweeping confetti from the floor of a concrete hole

I let love in
I let love in

Realmente a minha vida era um horror, mas não passava pelos meus olhos, antes pelo contrário, ela vagueava lá fora, no frio, e eu, bem... Eu vagueava à procura de uma corda no meio de tantos papéis inúteis. Por que raios fui escrever tanta merda? Um livro publicado, sim é verdade, mas será que valeu a pena? Fora o sacrifício, o culminar de obscinidades, o resumo de um verão maligno, o desespero uma pessoa, o castigo por obter algo apenas destinado a tormentos de velhos idososo, ou velhos barbudos que criticam uma sociedade que ainda não leu os poetas falhados que se suicidaram. É a morte uma solução? Poetas assim o afirmam, o vestido que se apresenta no meu sofá assim o nega. Por que raios tenho um vestido no sofá já agora? Junto dele estavam as fotografias, as cartas, rasgadas por dedos longos, quem me dera não ter o trabalho de deitar tudo fora.

O Lord, tell me what I done
Please don't leave me here alone
Where are my friends?
My friends are gone

Gritei de alegria quando encontrei a corda, corri até ao escritório, e atirei a corda pelo candeeiro. Sentia-me livre por uma vez na vida, em vez de constantes pressões e perguntas que não levam a lado nenhum. Se alguma vez tiveram um propósito será de duvidar, mas a vida é o que é.

O Lord, tell me what I done
Please don't leave me here alone
Where are my friends?
My friends are gone
A minha última memória é de ver a capa do meu livro por baixo dos meus pés. Julian's Shadow escrito a letras encarnadas, um tom de vinho.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Amy Murray is Alone, Amy Murray is Together. Episode III

"Is confidence when actually they're lost in the dark, only someone with the mind of a child says he'll grow up", Amy entrou em casa com um estrondo da porta, a mesa junto da entrada caiu no chão, semelhante a uma avalanche de proporções épicamente trágicas e satisfatórias para aquelas que se querem ver livres dos maridos, e apenas sonham com fodas juvenis e dinheiro até às mamas. Fumava, fumava, fumava, os seus dedos já tinham adquirido o aroma fatigante a tabaco, o fumo deixava-lhe os olhos raiados de vermelho e uma pequena lágrima ao canto do olho, que mais tarde se tornou numa cascata, tão rapidamente como uma foda numa casa de banho pública.


Deitou abaixo as fotografias todas, riscou as paredes com um marcador vermelho, cuspiu nos boxers do marido e escreveu com uma navalha "Fode-te meu cabrão de merda" na guitarra do marido, guitarra que ele usava na sua carreira musical.


"You tortured little girl, showing them what love is all about, where did all the time go?Everywhere it's gone, gone, gone...", Amy percorreu a casa toda, destruindo tudo que lhe recordava da sua vida familiar, tudo que lhe transmitia o mínimo sentimento de partilha. Apeteceu-lhe beber algo. Desceu até à sala, tirou a garrafa de whisky, abriu-a e bebeu meia garrafa de uma só vez. e ali ficou, durante horas, fixada no sofá verde que dançava à sua frente, "porque não paras queito?", berrava Amy para o sofá, e este respondia vomitanto almofadas e laranjas invisíveis a olhos humanos sóbrios.


"The world's always amazed at how much cash you made, but not at how you made it, it's just strange, it sounded cool over the phone, it killed your neighbors and they dug and crushed their bones", Amy ouviu a porta a abrir-se e o seu marido a entrar. Este gritou de pânico perante a mulher bêbeda e fumadora, com uma pistola apontada à cabeça, que estava sentada numa mesa, com uma garrafa meia vazia, e outra meia cheia. Amy tomou a sua decisão final. Quem diria que tudo era tão fácil quando temos música de fundo...?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Amy Murray is Alone, Amy Murray is Together. Episode II

"It's nice to be loved, it can never happen to late", era a voz de Julian Casablancas que surpreendemente reinava a pesada atmosfera dentro do carro de Amy. Uma fotografia das suas filhas pendurada no retrovisor baloiçava com o vento, proveniente da janela aberta. "Merda de frio", gritou Amy expelindo uma nuvem de fumo, deitando de imediato o cadáver do seu marlboro, que provavelmente iria dar início a um incêndio, visto que o atirou para o meio da relva da pequena floresta que cercava a auto estrada que ligava Los Angeles aos subúrbios. A guitarra de Little Girl parecia-lhe uma dose de morfina aos ouvidos, o seu corpo estava relaxado e a sua mente focada no que queria atingir, sem bem que se calhar não fosse pelos meios mais correctos, mas enfim, o que se há-de fazer quando tudo na vida corre mais que mal?


"Your the coolest girl in this whole town, I just wanna parade you around", Amy riu-se amargamente, ela outrora fora a coolest girl, outrora fora alvo de olhares indiscritos, da fome de pratos torturados e amargos, onde o tempo parou e a velhice ficou instalado como a fotografia no retrovisor, que Amy observava atentamente, esperando que o filho da puta do carro da frente decidisse avançar nesta merda de trânsito. Amy estava cada vez mais nervosa e mordia o lábio, fazendo sangue


"The world's always amazed at how much cash you made, but not at how you made it, it's just strange, it sounded cool over the phone, it killed your neighbors and they dug and crushed their bones", Amy acelerou e fumava como a merda de uma chaminé, não parando sequer quando queimou a fotografia do retrovisor , ao atirar a beata, tentando acertar no bébé do carro vizinho. "Estou cansada", pensou Amy ao sair para o seu bairro. Percorreu ruas e ruas iguais até chegar a uma casa agradável, e de certa forma épica.


Parou, e saiu do carro, fumando, bebendo, e com a sua arma na mão, rindo de alegria.


"Everywhere it's gone..."

sábado, 12 de dezembro de 2009

Amy Murray is Alone, Amy Murray is Together. Episode I

"Hey now, hey now, go your way now", cantava alegremente Amy escondida como um quadro ainda não nascido por detrás dos seus óculos escuros. Observava a praia com um aspecto distorcido, cigarro na mão que se ia desvanescendo com o tempo, assim como o vinho, mas este através de um tempo mais acelerado, como se tivessem dado corda a mais a um daqueles macacos que bate com os pratos e este batia freneticamente.

"Running left in a relationship, going in circles and I just can't wait, running left so we can get in shape, get in shape because we can't escape", mas escapar de quê? Era um pensamento recorrente naquela mente endoidecida pelo amor que tinha pela seu marido, uma mente farta de drogas e tentativas falhadas de tentar passar po cantora não perdida, já era tarde para seguir o seu caminho, e era demasiado cedo para ser torturtado pela Jazz melancólico que ainda nao tinham explicado que afinal se tratava de algo que sabiam mais, ou assim uma merda parecida.

Um bocejo, um cigarro quase no fim, copo de vinho nº nao sei quantos, mais um whisky ou dois ou três, ela já nem sabia contar quanto mais! A guitarra parecia lenha para a lareira, e a porcaria do carro não abria. Merda de engenheiros que não fabricam fechadoras para bêbedos.

"The world's always amazed at how much cash you made, but not at how you made it, it's just strange, it sounded cool over the phone, it killed your neighbors and they dug and crushed their bones", os auriculares do Ipod gritavam ( sim é o termo apropriado para quando se está demasiado bêbedo sequer para regular a porra do volume do som ) e Amy meteu-se como uma lunática no trânsito da cidade onde morava, qual quer que ela seja...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Aricê's Constant Pandora, Episode III

The Big Finale, said Little Aricê in a dream






Não sabia bem ao certo o que estava a fazer, mas sabia que as calças padrão zebra lhe ficavam bem e que já tinha tido uma vida preenchida de corrupção e que o chão do seu quarto já havia presenciado demasiados vómitos nocturnos.






Aricê says we are all searching, pelo quê, ela não sabe, mas tem a certeza, a fonte irrevogável de todos os seus sonhos e mortes presenciadas, todos os assassinos em série que já desejou possuir na terra da lua que não sente o toque de neve, ou sequer o toque da sua pele nua, se bem que ela não queria muito estar nua com uma música tão pouco solitária de fundo; como último desejo uma música fraca não e algo que se deva desejar, nem mesmo quando um velho cadáver nos observa as mamas, atento a todo o movimento do pequeno bico que saltava com vida própria, deixando um pequeno rasto de um perfume louco, uma fragrância plena e repleta de sentimentos de desejo e de algo que não se sabe definir muito bem...






Little Aricê wakes up from a dream, she says she was dreaming, mas o cianeto que tomara torna-se cada vez mais claro na sua mente um pouco escura ainda, falta de luz no tecto coberto de marcas de loucuras violadas durante estes mesmos sonhos hipnotisados.






Um homem qualquer tem um certo apetite pelas pérolas vermelhas de Aricê, o território por baixo da zona coberta pelo padrão zebra parece-lhe a promessa de beleza indiscritível. Ele correu para a sua cama, mas a mulher que tapava as paredes enquanto chorava pela perdo do seu filho, arrancou-lhe o seu dom masculino que uma pequena poça de sangue imediatamente engoliu, como uma nuvem engole uma árvore morta, "Shit my dick!", screamed in pain the major player in heaven






Very deep went her head, formigas gigantes com machine guns dançavam à volta dos mortos apodrecidos dos sonhos de Aricê, sangue dourado corria-lhe pelo meio das pernas



"Oh mama, my dear, Eurice I'm dying", foi o último som saido daqueles lábios belos






"Close your eyes and I'll kiss you", was the last thing she heard before staring the abyss of what true love is

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Aricê's Constant Pandora, Episode II

Quando acordou, com folhas psicotrópicas e drogas baratas, "isto está a ficar estranho", pensou Aricê com uma promessa subconsciente feita a partir do ar nojentamente delicioso de Nova Iorque. Mas como raios é que tanta balbúrdia surgiu de um buraco chamado armário da roupa? Principalmente para alguém que passa o tempo todo a sonhar acordada.


Little Aricê wakes up from a dream, she says, I'm beutiful and a Queen of all my fiends


Ela correu, meia vestida meia nua para a escola, atravessando ruas de zombies hipnotisados por mamas cheias de silicones, "mas que era em que vivemos que tudo o que importa são os altos e o apetite de velhos desdentados que se babam a tentar ser educados e cordeais com uma puta rasca de cinco euros", critica Aricê na sua mente nocturna, que ainda nao se habitou à luz gloriosa do Sol que lhe queima a pele branca, enquanto Nick Cave lhe grita nos ouvidos "Do you love me, like I love you?"


He only has one eye, and I blinded him with my pen


And it must feel nice, oww, very very nice


Ela correu, meia vestida, meia nua, entrou na sala e viu o cadáver ambulante a que chamava de professora de inglês a dizer algo demasiado depressa para sequer ser merecido ser ouvido, gastar precisosa audição...


Aricê sentou-se, e ao fim de cinco minutos, o seu amante favorito tinha regressado, o seu enterro já estava de novo presente na sua mente, e o sonho, alguém de quem ela precisava

domingo, 6 de dezembro de 2009

Aricê's Constant Pandora, Episode I

Aricê, uma ruiva vestida de preto, mantinha-se deitada na sua pequena e confortável cama enquanto cavava a sua sepultura com ramos de esperanças e mães que matavam os seus filhos para não terem de aturar as despesas e os choramingos nocturnos. Ela amava ouvir os seus cânticos enquanto cavava mentalmente, e organizava o seu enterro, em Los Angeles, rodeada de neuróticos e ao fundo um italiano gordinho de bigode, com um sorriso no canto da boca e uma arma metida no meio dos boxers juntamente com uma pequena arma, que mais tarde se iria disparar e rebentar com o grande orgulho de um homem obviamente mais que macho.
Little Aricê wakes up from a dream, ela diz que sonhou, mas pensa se era um sonho, ou um divertimento secreto da sua mente, algo que gostava de fazer, matar mentalmente e imaginar enterros. Divertia-a e fazia-a rir orgulhosamente, mas muito rapidamente tudo ficava corrompido e voltava sentir-se sedenta do êxtase que é matar alguém.

Just a stupid story about monkeys

Enquanto um macaco neurótico clamava "Furious D, Furious D" aos céus, gritando por todo o mundo, à espera que o pai vento o ouvisse, mas foi o pai relâmpago que o ouviu, respondedo-lhe com um sorriso, estorricando-lhe a mioleira, nada mais nada menos, que no meio da passadeira.
"Merda merda merda", desesperou Cloud ao pisar a mioleira, no meio da passadeira. Indagou-se sobre a origem deste presente divinal, já por não dizer dono de uma fragrância horripilante. "Meu deus, pobre macaco!", exclamava Cloud jovem advogado, "Justiça tem de ser feita!"
E assim, ao longo de dias, levou o pai relâmpago ao tribunal, argumentou e contra argumentou, manipulou e convenceu, levou porrada de gorila contratados pelo pai relâmpago (gorilas mesmo, com pelo, nao homens grandes, também peludos). Por fim, o dia da setença final chegara, e Cloud saia do tribunal com a cabeça baixa, chorando pela perda de tempo e vergonha, pertubado e inquieto, suicidou-se ali mesmo com uma banana afiada.
O idiota do macaco andava com uma chave ao peito durante tempestades, de forma a guardar no seu coração os relâmpagos que tanto amava.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Half is turning into squealing pigs, the other half is aching for desperate love

Merda de gente que me acorda sempre com choques térmicos, odeio isso. Odeio frio apóes uma note quente enrolado num corpo imaginário de uma pessoa que sabe muito bem quem é, que quando chega a casa leva um sorriso na face, um sorriso que nao existe em Los Angeles, por muita droga que se tome, ou por muita plástica que se faça. Observei o louco neurótico que se desenhava à minha frente, com uma arma nas mãos e um suposto olhar discreto fixado na televisão do quarto de hotel que apenas passava pornografia rasca. "Oh god what have I done?", pensava uma rapariga que eu bem conheço num outro quarto. Um sentimento de saudade invadiu-lhe o espírito e acordou-a de um sono profundo, gritanto pela mãe, correu até ao quarto de um homem de cabelos negros. Este, sem aviso, estoirou com os miolos, criando uma poça de sangue, que criava um desenho que mais tarde uma criança iria confundir com uma borboleta, vejam a ironia.


Half is turning into squealing pigs, the other half is blowing their brains out