sábado, 12 de dezembro de 2009

Amy Murray is Alone, Amy Murray is Together. Episode I

"Hey now, hey now, go your way now", cantava alegremente Amy escondida como um quadro ainda não nascido por detrás dos seus óculos escuros. Observava a praia com um aspecto distorcido, cigarro na mão que se ia desvanescendo com o tempo, assim como o vinho, mas este através de um tempo mais acelerado, como se tivessem dado corda a mais a um daqueles macacos que bate com os pratos e este batia freneticamente.

"Running left in a relationship, going in circles and I just can't wait, running left so we can get in shape, get in shape because we can't escape", mas escapar de quê? Era um pensamento recorrente naquela mente endoidecida pelo amor que tinha pela seu marido, uma mente farta de drogas e tentativas falhadas de tentar passar po cantora não perdida, já era tarde para seguir o seu caminho, e era demasiado cedo para ser torturtado pela Jazz melancólico que ainda nao tinham explicado que afinal se tratava de algo que sabiam mais, ou assim uma merda parecida.

Um bocejo, um cigarro quase no fim, copo de vinho nº nao sei quantos, mais um whisky ou dois ou três, ela já nem sabia contar quanto mais! A guitarra parecia lenha para a lareira, e a porcaria do carro não abria. Merda de engenheiros que não fabricam fechadoras para bêbedos.

"The world's always amazed at how much cash you made, but not at how you made it, it's just strange, it sounded cool over the phone, it killed your neighbors and they dug and crushed their bones", os auriculares do Ipod gritavam ( sim é o termo apropriado para quando se está demasiado bêbedo sequer para regular a porra do volume do som ) e Amy meteu-se como uma lunática no trânsito da cidade onde morava, qual quer que ela seja...

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