segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Danielle's Blood Red Shoes, Episode II

Oh god, what have I done...

Danielle fumava em busca de um campo forte para se relaxar, as árvores e as abelhas eram prostituas e chulos, a relva eram pavimentos cimentados, decorados com pedaços de merda de cão e um pouco de sangue do idiota chapado que desafiou um gangue qualquer. Que merda estava ela a fazer num lugar daqueles afinal? Uma prostituta ruiva passeava à sua frente, tentando ganhar uns quantos dólares, ou talvez que lhe enfiem um cartão nas mamas, sei lá, algo que lhes dê a mínima esperança de um dia terem uma morte decente como gordas a comer gelado e a ver a Oprah ou o caralho.

O seu gémeo apareceu de um canto escuro, tal como ela havia previsto, colocou-se junto à prostituta, e colocou-lhe uma nota no decote, pulando de alegria e excitação, tipo um cão teso quando cheira o cu de uma cadela e o único instinto e enfiar e ganir de prazer. O seu gémeo era tipo uma coisa dessas e comportava-se como um cão excitado e Danielle não suportava mais este tipo de comportamento maníaco. Era fácil obter prostitutas, díficil era fazer com que elas entendessem o que ele queria.

Danielle ajeitou a guitarra às costas, olhou os seus sapatos vermelhos sangue de salto alto, apagou o cigarro, expelindo as últimas réstias de fumo pelo piercing no septum, belo como um brinco suave, daqueles que se compram na Cartier pela mesma quantidade de dinheiro pela qual poderíamos foder mil putas. Acelerou o passo a tempo de ver o gémeo e a prostituta a entrarem num hotel rasca que mais parecia um pedaço de tecido todo rasgado por ratos e ratazanas.
When I first came out of the meatlocker, she was gone...

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