segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Aricê's Constant Pandora, Episode II

Quando acordou, com folhas psicotrópicas e drogas baratas, "isto está a ficar estranho", pensou Aricê com uma promessa subconsciente feita a partir do ar nojentamente delicioso de Nova Iorque. Mas como raios é que tanta balbúrdia surgiu de um buraco chamado armário da roupa? Principalmente para alguém que passa o tempo todo a sonhar acordada.


Little Aricê wakes up from a dream, she says, I'm beutiful and a Queen of all my fiends


Ela correu, meia vestida meia nua para a escola, atravessando ruas de zombies hipnotisados por mamas cheias de silicones, "mas que era em que vivemos que tudo o que importa são os altos e o apetite de velhos desdentados que se babam a tentar ser educados e cordeais com uma puta rasca de cinco euros", critica Aricê na sua mente nocturna, que ainda nao se habitou à luz gloriosa do Sol que lhe queima a pele branca, enquanto Nick Cave lhe grita nos ouvidos "Do you love me, like I love you?"


He only has one eye, and I blinded him with my pen


And it must feel nice, oww, very very nice


Ela correu, meia vestida, meia nua, entrou na sala e viu o cadáver ambulante a que chamava de professora de inglês a dizer algo demasiado depressa para sequer ser merecido ser ouvido, gastar precisosa audição...


Aricê sentou-se, e ao fim de cinco minutos, o seu amante favorito tinha regressado, o seu enterro já estava de novo presente na sua mente, e o sonho, alguém de quem ela precisava

Sem comentários:

Enviar um comentário