domingo, 6 de dezembro de 2009

Aricê's Constant Pandora, Episode I

Aricê, uma ruiva vestida de preto, mantinha-se deitada na sua pequena e confortável cama enquanto cavava a sua sepultura com ramos de esperanças e mães que matavam os seus filhos para não terem de aturar as despesas e os choramingos nocturnos. Ela amava ouvir os seus cânticos enquanto cavava mentalmente, e organizava o seu enterro, em Los Angeles, rodeada de neuróticos e ao fundo um italiano gordinho de bigode, com um sorriso no canto da boca e uma arma metida no meio dos boxers juntamente com uma pequena arma, que mais tarde se iria disparar e rebentar com o grande orgulho de um homem obviamente mais que macho.
Little Aricê wakes up from a dream, ela diz que sonhou, mas pensa se era um sonho, ou um divertimento secreto da sua mente, algo que gostava de fazer, matar mentalmente e imaginar enterros. Divertia-a e fazia-a rir orgulhosamente, mas muito rapidamente tudo ficava corrompido e voltava sentir-se sedenta do êxtase que é matar alguém.

1 comentário:

  1. ora lá está. tu és macabro, grande tomás. eu digo-te uma coisa : muita mais gente pensava em escrever se enrolassem a verdade como a gente faz.

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